Vivendo uma das maiores crises hídricas de todos os tempos, o Brasil se depara com um cenário igual ou pior no setor energético. Apagões passam a ser constantes, as hidrelétricas operam a baixa capacidade, termelétricas poluentes são acionadas para gerar energia suficiente a fim de abastecer toda a população e, no fim, a conta de luz só aumenta.

Em meio a tanto caos, até parece difícil encontrar uma solução. Mas bastava que os governantes tivessem parado para pensar nisso, coçado a cabeça e olhado para cima. Sim, para cima. Para um Sol que não deve ser visto apenas como responsável por um clima cada vez mais quente, mas também como principal aliado de um futuro – que deveria ser presente – iluminado, limpo e sustentável.

O Brasil é um dos países que apresenta um dos maiores potenciais para produção de energia solar, argumento que deveria bastar para que o governo fizesse do Sol a matéria-prima da energia produzida e consumida no país. A Alemanha, que tem o nível médio de incidência solar abaixo do que encontramos em partes do Paraná e Santa Catarina, locais de menor incidência no Brasil, já tem mais de oito milhões de casas solarizadas e detém um terço do mercado mundial de energia solar.

A partir da grave crise que vivemos e da possibilidade de nos tornarmos produtores de energia, trazemos na segunda edição da Revista Greenpeace onze iniciativas que mostram como energia solar não é o futuro, mas sim o presente que não pode ser ignorado.

Reportagem: Luciano Silva

Ilustrador: Alexandre de Maio

Faça você mesmo

Em 12 de dezembro de 2012, graças à resolução 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), os brasileiros deixaram de ser apenas consumidores de energia e passaram a ser também geradores. A resolução permite que qualquer cidadão com acesso à rede elétrica produza, consuma e venda o excedente de energia para a rede aberta. “Entretanto, é preciso que o governo melhore as condições da microgeração, com criação de linhas de crédito para a aquisição dos sistemas e desoneração do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) incidente na conta do microgerador”, afirma Bárbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

Apoie os multiplicadores solares

O Greenpeace tem o Programa de Multiplicadores Solares, onde jovens acima de 18 anos serão capacitados sobre energia solar e ajudarão na instalação de painéis solares em duas escolas públicas em São Paulo e Minas Gerais. Com o seu apoio, podemos beneficiar 1,8 mil alunos da rede pública com energia limpa. Além disso, todo o dinheiro economizando na conta de luz será revertido em atividades culturais para os estudantes. Clique aqui para ajudar.

Reportagem: Luciano Silva

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